Pavlova de ricotta e canela com frutos de Verão

Adoro o Verão. Passo o ano inteiro à espera desta época, em que sou mais feliz. Gosto do calor, de jantares no jardim, de praia e dos frutos e Verão. Gosto tanto de alperces, pêssegos, cerejas e figos. Adoro figos.
Lembro-me que os meus avós tinham uma figueira enorme na quinta, a que os filhos dos caseiros trepavam para encher cestos com figos. É uma recordação maravilhosa da minha infância. Vão ouvir-me falar várias vezes da quinta, onde passei alguns dos melhores momentos da minha infância, com os meus irmão.
Sempre que vejo figos lembro-me dos Verões na quinta. Que saudades!
Hoje vi uns figos lindos à venda e não resisti a comprá-los.
Estava quase para os comer quando pensei em usá-los com uma base de pavlova que tinha sobrado de um evento que fiz hoje. 
E, como já tive imensos pedidos para publicar a receita da pavlova, aqui vai ela.

Ingredientes:



4 claras
240 g açúcar
1 colher de sopa de Maizena
1 colher de chá de vinagre branco

Aquecer o forno a 120º
Bater as claras até fazerem espuma. Adicionar o açúcar , colher a colher. Bater bem até ficar brilhante e a formar picos duros. Adicionar a Maizena e o vinagre e envolver com a espátula.
Forrar um tabuleiro com papel vegetal e deitar colheradas do merengue. Levar ao forno cerca de 1 hora e deixar arrefecer dentro do forno.

Para a cobertura, basta misturar 1 embalagem de queijo Ricotta com 1 iogurte natural açucarado e canela a gosto. Deitar por cima e decorar com frutos de Verão. Vão adorar esta pavlova.

Courgettes com ricotta

Há uns tempos atrás descobri que existiam umas courgettes redondas, tipo bolas. Mal as vi, imaginei imensas receitas para as rechear, já que são umas taças deliciosas, além de muito bonitas.
Cortei uma tampa e, com uma colher, escavei o interior, guardando a polpa para fazer o recheio. Levei as courgettes ao forno a 200º cerca de 10 minutos, para cozinharem um bocadinho.

Numa sertã, salteei cebola e alho picados em azeite. Quando alouraram, juntei tomate cherry partido em quatro, a polpa da courgette, pimento em cubinhos e cogumelos partidos. Deixei refogar em lume forte, para ganharem alguma cor. No final, deitei umas colheradas de queijo ricotta e rectifiquei temperos.
Recheei as corgettes, salpiquei com queijo ralado e levei ao forno até tostarem. São uma delícia.



Doce de cereja

Quando comprei a minha casa, resolvi aproveitar uma parte do jardim para fazer um pomar. Na quinta dos meus avós, em Guimarães, havia um e eu sempre achei que essa palavra era mágica. Significava tardes de Verão a apanhar fruta e a comer. E, ainda me lembro que toda a fruta era uma maravilha.
Ora bem, o meu pomar é um bocadinho diferente. Apesar de todas as árvores ( cerca deuma dúzia ) darem bastante fruta, é toda horrível. Os alperces apodrecem na árvore, os dióspiros não chegam a crescer e as cerejas são as piores que já comi. São lindas, mas ásperas e muito ácidas. Enganam bem...

Mas, não dei por vencida e apanhei cerca de 1kg delas. Enormes e muito vermelhas. E, tive o bom senso de pedir ajuda às seguidoras da minha página no Facebook. Uma delas sugeriu-me usar pectina, já que a cereja não é rica nesta substância. Como nunca tinha usado, resolvi comprar a da Diese.
Segui as indicações do produto e usei um pacote de Pectigel para 1 Kg de fruta e 1Kg de açúcar, depois de, finalmente, dar uso ao descaroçador que guardava há anos na gaveta.


Depois de deixar cozer penas 10 minutos, como dizia na embalagem, eis que as minhas cerejas se transformaram numa deliciosa compota, espessa, no ponto certo.


Doce de framboesa

Apesar de gostar imenso de cozinhar, não tenho grande habilidade para fazer doces e compotas. Provavelmente, porque nunca me dediquei muito a este assunto, apesar de adorar uma boa compota e usar imenso nas sobremesas que faço.
Mas, o doce de framboesa foi das primeiras coisas que aprendi a fazer, devido à simplicidade desta receita.
A casa da minha avó, onde vivi até aos 25 anos, tem um jardim enorme, cheio de árvores de fruta, legumes e as deliciosas framboesas. Sempre adorei o ritual de, em Junho, ir todos os dias com uma taça à procura deste maravilhoso fruto.
Depois de colhidas, o primeiro passo era lava-las e pesa-las.
Adicionar o mesmo peso em açúcar e levar ao lume.
Deixar ferver até fazer estrada num prato, quando se deitar uma quantidade e se atravessar com um dedo.
O doce está pronto e é uma delícia.




Cabrito assado à maneira da minha avó

Hoje é dia de S. João. Desde miúda que adoro este dia.Para mim, era sinal de festa de calor, de poder ficar acordada até tarde.
Em casa da minha avó festejava-se este dia com toda a família. Jantávamos no jardim, num dos mil recantos daquela casa fantástica, junto à estátua do Santo António, que rivalizava as atenções do dia com o padroeiro da Invicta.

Numa mesa de pedra servia-se o famoso cabrito da minha avó que, para mim, não há igual. Nunca nenhum me soube tão bem como os cabritos assados pela minha avó. Ela já me passou a receita, que tento aqui transmitir. Há mil maneiras de cozinhar o cabrito, cada pessoa gosta dele mais seco, com molho, estufado, em chanfana. Eu gosto de cabrito feito pela minha avó. Tenho pena que ela já não cozinhe. Mas, pelo menos, ainda me ensina.

Em nossa casa, os cabritos nunca tinham mais de 4Kg e ficavam, de um dia para o outro, em água com limão partido a meio, dentes de alho e sal.

No dia, escorria o cabrito e secava-o muito bem com um pano, para que o tempero conseguisse "agarrar" à carne.

E o tempero como era feito? Apenas com uma mistura de banha, sal refinado ( pouco) e colorau. Nada mais. Apenas banha, sal e colorau.

Depois barrava-se muito bem o cabrito com este preparado e levava ao forno, previamente aquecido a 200º, cerca de 2 a 2 1/2 horas. De vez em quando, virava-o. Mas nada mais do que isto.

E o cabrito ficava mesmo como eu gosto: tostadinho e crocante. Uma delicia, que se acompanhava com arroz de forno de açafrão

E aqui fica uma receita para festejar o S. João.



Flores de courgette fritas ( fiori di zucca fritti )

Hoje, uma amiga, ofereceu-me flores de courgette. Aceitei logo por saber que essas flores fritas eram um dos pratos favoritos do meu marido. Sempre que as encontrámos em Itália, ele comprou e pediu à Mamma para as fazer.
No entanto, assim que me vi com as maravilhosas flores na mão pensei: " Como se faz isto?". Nunca na minha vida tinha feito algo semelhante e a fasquia estava muito alta, pois o ponto de comparação era apenas a minha sogra, uma cozinheira maravilhosa.
Mas, a salvação surgiu por parte de uma amiga da minha página que me mandou uma sugestão, que eu adorei. Adaptei a receita e acreditem que ficou muito,muito boa. Se conseguirem arranjar flores de courgette, não deixem de experimentar. Eu usei de 12 flores para esta receita, às quais retirei os estames, com muito cuidado.


Começar por fazer o polme para envolver as flores:

125g de farinha
1 colher de sopa de azeite
1 ovo batido
20 cl de cerveja
1 pitada de sal

Misturar com uma vara de arames todos os ingredientes e deixar repousar.

Entretanto, separar os ingredientes para rechear as flores:

4 colheres de sopa de queijo Ricotta
6 filetes de anchova em lata


Colocar o Ricotta num saco de pasteleiro de bico fino, com que se recheia o interior das flores, com muito cuidado.



Colocar meio filete de anchova dentro de cada flor.





Passar pelo polme e fritar em óleo abundante, bem quente. Assim que ficar dourado ( é muito rápido), colocar em papel absorvente e comer ainda morno.




Para completar o jantar, servir um carpaccio de novilho e uma mini salada Caprese. Buon apetito!







Trifle de limão merengado

Ingredientes

Cerca de 15 suspiros
2 pacotes de natas Longa Vida
1 iogurte grego natural
100g de queijo creme ou mascarpone
4 colheres de sopa de açucar
4 folhas de gelatina
1 dose de lemon curd
Frutos silvestres q.b


Demolhar as 4 folhas de gelatina em água fria.
Bater as natas com o iogurte, o queijo creme e o açúcar. Quando estiver bem batido, acrescentar as gelatina, que se escorreu bem e derreteu em lume brando num tacho ( ou 30 segundos no microondas )


No fundo de uma taça de vidro, colocar suspiros ( guardar os mais bonitos para decorar ), frutos silvestres e creme de natas, não tapando completamente as laterais.


Nos lados, colocar colheradas de lemon curd. Repetir a operação, até terminar com uma cobertura de lemon curd.



Decorar com suspiros, frutos silvestres e folhinhas de hortelã. Bom apetite!