Ainda me lembro da primeira vez que comi risotto. Foi feito pelo meu marido, então meu namorado, que me tentou conquistar pelo estômago.
O cheiro dos porcini, na altura, pareceu-me estranho. Parecia que cheirava a gás. Até ter provado a primeira garfada. Nunca na vida tinha provado nada parecido. E quando percebi que o cheiro a gás provinha de azeite de trufas, que se usa neste risotto, ainda fiquei a gostar mais desta deliciosa iguaria.
Aprendi a fazê-lo da mesma forma que o meu marido o faz. Não sei medidas porque faço "a olho". O truque é ter bastante caldo, para que nunca falte.
A primeira coisa a fazer é o caldo. Pode ser feita da forma tradicional, fazendo cozer durante 1 hora, em bastante água, um pedaço de vitela, com uma cenoura, uma cebola, sal e um talo de aipo. Ao fim deste tempo, coa-se através de um pano e obtém-se o caldo.
Quando se tem muita pressa ( a maior parte das vezes), dissolvem-se 3 caldos de carne e 1 de legumes, numa panela de água a ferver.
O arroz a usar deve ser arborio, um tipo de arroz de grão maior, que absorve mais liquido.
Enquanto se faz o caldo, que se deve manter sempre quente, para não interromper a cozedura do arroz, hidratam-se os cogumelos com água morna. Quando estes estiverem tenros, coa-se a água com um pano, que se acrescenta ao caldo.
Começa-se por fazer um refogado com azeite e cebola. Quando a cebola estiver aloirada, acrescenta-se o arroz ( 80g por pessoa ) e mexe-se, deixando absorver a gordura. Junta-se meio copo de vinho branco e deixa-se evaporar o álcool. Quando o arroz tiver absorvido o líquido, acrescentam-se 2 ou 3 conchas de caldo e vai-se mexendo, deixando absorver o caldo. Repetir esta operação até o arroz estar cozido.
A meio da cozedura, acrescentam-se os cogumelos. No fim, e antes de servir, deita-se uma colher de sopa de azeite de trufas, se tiver, e bastante queijo parmesão fresco, ralado na hora.
É uma refeição deliciosa.






