Tarte folhada de maçã

Quando era pequena costumava ir passar férias à quinta dos meus avós. Eles viviam em Lisboa, mas no Verão íamos sempre passar uns dias a Guimarães, onde eles tinham uma quinta maravilhosa. Passei lá alguns dos melhores momentos da minha vida.
Das melhores recordações que tenho era a de chegarmos lá e a Rosa, a empregada dos meus avós ter preparado o nosso almoço favorito: Sopa de couve com feijão vermelho, arroz de cabidela, leite creme e a sua maravilhosa tarte de maçã.
Apesar de não ter olfacto e não usar balança, a Rosa era uma cozinheira esplêndida. 
Um dia resolvi pedir-lhe a receita da tarte de maçã e foi uma complicação porque ela não sabia dizer as quantidades exactas. Quando regressei a casa, tive que pedir ajuda à minha avó Luisa e juntas, fizemos várias experiências até conseguirmos chegar à receita que hoje partilho convosco.
Ingredientes:

4 ou 5 maçãs vermelhas
1 embalagem de massa folhada
50g de farinha
150g de açucar
3 ovos
1 chávena de leite

Ligar o forno a 200º

Cortar as maçãs, com casca, em fatias fininhas. Untar uma tarteira e forrar com a massa folhada. Cobrir com as maçãs, sobrepondo-as e deixando a parte da casca visivel.
Para fazer o creme, colocar os restantes ingredientes num copo e passar com a varinha mágica.
Colocar o creme por cima das maçãs e levar ao forno até estar douradinha. Não há sobremesa mais fácil!

Croquetes de batata, presunto e queijo Aveleda

Esta é uma adaptação da receita de croquetes de batata que ensino no meu Workshop de Petiscos & Entradinhas. É um prato saboroso, que as crianças e os adultos adoram e faz-se em meia hora.
É mesmo muito fácil. Escolhi o queijo Aveleda porque acho que tem o sabor e a textura perfeitas para esta receita.
Uma dose desta receita dá cerca de 20 croquetes do tamanho de uma noz.
Ingredientes:

1 chávena (chá) de água
1 colher (chá) de sal
1 colher (chá) de mostarda
1 colher (sopa) de manteiga
2 colheres de sopa de queijo parmesão ralado
3 colheres de sopa de cubinhos de presunto
1 chávena (chá) de farinha
2 chávenas (chá) de puré de batata ( 3 batatas )
1 fatia de queijo Aveleda cortado em cubinhos
1 ovo

Cozer as batatas partidas em cubos em água e sal. Quando estiverem cozidas, passar pelo passe-vite ou pela varinha mágica ( na velocidade mais baixa). Reservar uma chávena de puré.
Misturar a água, o sal, a mostarda, o queijo ralado e a manteiga e leve ao lume até ferver. Acrescentar a farinha de trigo e cozinhar, mexendo sempre, até se soltar do fundo  do tacho. Retire do lume, junte o puré de batata, o presunto e o ovo, misturando bem. Deixar arrefecer. Modelar bolinhas, colocando um cubinho de queijo no centro, passa-las por  farinha e frita em óleo quente. Servir de imediato.





Molho de francesinha

Quem faz muito bem este molho e me ensinou a fazê-lo é a Céu, que trabalha em minha casa e me atura há mais de 10 anos.
Tem uma paciência tão grande como o seu coração. É parte da minha família e eu adoro-a. Se não fosse a Céu, a minha vida era o caos.
Quando lhe pedi para me ensinar a fazer o seu maravilhoso molho de francesinhas, ela deu-me apenas a listagem dos ingredientes e disse: "Não precisa que lhe ensine a fazer, pois não?". Já trabalhamos juntar há tanto tempo que sabemos que, na maioria das vezes, a lista dos ingredientes chega. Mas, pedi-lhe para dizer como se faz, passo a passo, para que todos possam fazer aí em casa.
Normalmente, cozinhamos "a olho" e fazemos quantidades muito grandes, pelo que tivemos algumas dificuldades em estipular quantidades. Mas, aqui vai ela.
Ingredientes
1 cebola às rodelas
Azeite q.b.
2 dentes de alho
1 folha de louro
1 fatia de fiambre
Molho inglês q.b.
1 lata de tomate aos cubos
1/2 litro de cerveja
1/2 litro de vinho branco
1/2 litro de água
1 colher de sobremesa de Maizena
1/4 de copo de leite
Piri-piri ou Tabasco q.b.

No azeite estalar a cebola. Assim que tiver translúcida, acrescentar o alho. Deixar refogar um bocadinho, acrescentar a folha de louro, o fiambre  e tomate. Envolver bem e deitar a cerveja, o vinho e a água. Temperar com sal e molho inglês e deixar ferver, em lume brando, cerca de meia hora.
Retirar a folha de louro e passar pela varinha mágica até ficar muito fino.
Dissolver a Maizena no leite e acrescentar ao molho, mexendo e deixando cozer um bocadinho. Rectificar temperos, acrescentando picante a gosto.
Deitar o molho a ferver  em cima da francesinha assim que esta sair do forno.

Tarte brigadeiro de maracujá

Esta receita não é da minha autoria. Uma amiga deu-ma há muito tempo e estava mortinha por experimentá-la. Só estava à espera de encontrar maracujás baratinhos, já que leva muitos.
Na segunda feira fui à feira de Espinho e estavam a vendê-los a 3€ o quarteirão. Lá vim eu para casa com 50 maracujás, bem enrugadinhos, mas deliciosos.
Aviso que esta receita não dá para quem está a fazer dieta ou não gosta de coisas doces. Mas, que é maravilhosa, isso posso garanti-lo.
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Ingredientes

Massa
1 1/2 embalagens de bolacha Maria
150g de manteiga à temperatura ambiente
3 colheres de sopa de água fria

Aquecer o forno a 200º
Num robot de cozinha, triturar bem as bolachas e acrescentar os restantes ingredientes, picando até fazer uma massa homogénea.
Forrar uma forma de fundo amovível com este preparado ( forrei o fundo da forma com papel vegetal para poder retirar a massa sem o fundo de metal ) e levar ao forno até ficar dourado.

Deixar arrefecer e fazer o recheio:

2 latas de leite condensado
6 colheres de sopa de chocolate em pó
2 colheres de sopa de manteiga
1 embalagem de creme fraiche

Levar ao lume o leite condensado com o chocolate e a manteiga. Mexer sempre até o preparado se soltar do tacho. Retirar do lume e acrescentar o creme fraiche.

Colocar a base de bolacha num prato de servir. Com muito cuidado, usar uma espátula para soltar o fundo de metal e retirar o papel vegetal. Rechear com o creme de brigadeiro e levar ao frio.

Entretanto, preparar o brigadeiro de maracujá:

1 chávena almoçadeira de polpa fresca de maracujá 
1 lata de leite condensado
1 colher de sopa de manteiga
1 embalagem de natas
Levar ao lume a polpa de maracujá, o leite condensado e a manteiga e deixar ferver, mexendo sempre, até que se solte das paredes do tacho.
Retirar do tacho, juntar o pacote de natas e deixar arrefecer um bocadinho, cobrir a tarte e levar ao frigorífico até estar bem fresquinha.


Se preferir sem a base de bolacha, pode colocar apenas o recheio em copos e servir com uma colherinha.


Melanzane alla parmigiana ( Beringelas à parmigiana )

Descobri as beringelas muito tarde e nunca tinha provado até ter quase 30 anos. E, detestei! Não sabia a nada e tinha uma textura esponjosa que me dava arrepios.
No entanto, há uns 4 ou 5 anos comecei a experimentar formas novas de cozinhar este legume tão bonito e acabei por adorar.
Esta receita que vos trago hoje é um prato típico italiano que aprendi com a minha cunhada Claudia, que é napolitana, e cozinha divinamente. A diferença é que a Claudia as frita, como ensina a receita tradicional, e eu faço de uma forma mais saudável. Vamos lá ver se gostam.
Fiz esta receita, para 4 pessoas com os seguintes ingredientes:

4 beringelas grandes
3 latas de tomate aos cubos
2 mozarellas light
50g de queijo parmesão ralado na hora
Mangericão q.b
1 embalagem de mozarella ralada
1 cebola
1 dente de alho
Azeite q.b.
Sal q.b.

Comecei por cortar as beringelas às fatias longitudinais, sem as descascar. Usei uma mandolina, para ficarem todas com cerca de 0,5cm de espessura.
Laveia-as e coloquei-as num escorredor de legumes, salpicando-as de sal, para que fossem largando o líquido próprio. Coloquei o escorredor na banca, inclinado, para que escorresse mais facilmente. Isto durou cerca de 1,5hora.
Entretanto, fiz o molho de tomate:
Num tacho, coloquei a cebola picada e azeite. Quando a cebola começou  a ficar mole, juntei o alho sem casca e partido a meio. Assim que começaram a ganhar cor, deitei o tomate passado pela varinha mágica, mas triturado grosseiramente. Temperei com sal e deixei cozer um lume brando cerca de 45 minutos.
Entretanto, numa sertã anti-aderente, grelhei as fatias de beringela, reservando-as num prato, assim que ganharam cor dos dois lados.
Aqueci o forno a 180º.
Numa travessa de ir ao forno, deitei um bocadinho do molho, para cobrir o fundo. Por cima, dispus as fatias de beringela grelhada, a sobreporem-se, como se fosse lasanha.
Deitei mais molho de tomate, cobrindo as beringelas. Por cima, coloquei fatias de mozarella cortadas, folhas de mangericão e polvilhei com queijo ralado. Repeti as operações até terminar com molho de tomate.

Cobri com mozarella ralada e levei ao forno a gratinar.

Garanto-vos que é uma maravilha. Ando a sonhar com isto desde a semana passada.

Panquecas

Sempre gostei muito de panquecas. As primeiras que comi foi num sítio chamado La Coppa, na Foz ( Porto) e atravessava a cidade toda só para ir comer uma, com chantilly. Entretanto, o La Coppa fechou e eu fiquei sem comer panquecas durante uns anos, por não ter nenhuma receita. Nessa altura não havia internet e tudo era mais difícil.
Ao longo dos anos fui experimentando várias receitas, até ter descoberto esta, muito fácil e que faz panquecas que ficam sempre óptimas.
Ingredientes:
250g de farinha com fermento
2 ovos
3dl leite
70g de manteiga derretida
2 colheres de sopa de açúcar
Começar por bater os ovos com leite e juntar este preparado, aos poucos, à farinha misturada com o açúcar. Mexer bem com uma vara de arames, para que não fiquem grumos. Se for necessário, use a varinha mágica. Quando estiver bem misturado, juntar a manteiga derretida.
Costumo usar uma concha de sopa para deitar quantidades do preparado numa sertã anti aderente bem quente. Quando formar bolhas, virar e deixar cozer mais um bocadinho.
Ir empilhando num prato e servir com mel, compotas, manteiga ou outro acompanhamento a gosto.


Tapioca

Desde os 6 anos que vivi com os meus avós, que foram muito importantes na minha vida. A eles devo as minhas recordações, aquilo que aprendi e aquilo que sou. E há memórias que me batem à porta muitas vezes. Uma delas é aquela em que o meu avô comia uma colherada de tapioca, feita pela minha avó, e dizia: "Este é o pão dos atletas." Que saudades que tenho disto.
Em casa deles havia sobremesas "recorrentes": leite creme ( a que só chamávamos "creme"), pudim de copo e tapioca. Adoro sentir os grãozinhos quando se come este doce, tão fácil de fazer.

Para mim, o segredo está na qualidade da tapioca. Encontra-se à venda em quase todos os supermercados mas, a melhor que já comi é a que compro na Favorita do Bolhão, no Porto. Os grãos são grandes e a textura é óptima.

Para fazer uma taça de tapioca, usei os seguintes ingredientes:
200g de tapioca
1 litro de leite
Açúcar a gosto
6 gemas
1 pau de canela
1 casca de limão

Começar por hidratar a tapioca, colocando-a numa taça e cobrindo-a com bastante água.A tapioca vai absorver a água e aumentar o seu tamanho, pelo que deve ser uma taça grande. Como a minha tapioca tinha grãos grandes, deixei-a de molho cerca de 2 horas, para que depois não ficasse dura ao cozer.
Quando já estiver hidratada, pôr o leite ao lume com 150g de açucar, o pau de canela e a casca de limão. Assim que ferver, deitar a tapioca e deixar cozer cerca de 5 minutos, mexendo sempre, até estar macia, quando se prova. 
Mal esteja cozida, adicionar as gemas, batidas e misturadas com umas 4 colheres de sopa de leite. Deixar as gemas cozerem um bocadinho e verificar se a tapioca está doce. Se for necessário, acrescentar mais açúcar, mexendo bem.


Polvilhar com canela e provem o Pão dos atletas.