Lombo de porco com castanhas e molho cremoso

Há uns tempos atrás fui convidada pelos queijos Saloio para ir à Academia do Queijo apresentar 3 receitas para o Natal. Além de ter ficado muito orgulhosa pelo convite, tive a oportunidade de pesquisar e criar receitas que fossem deliciosas, fáceis de elaborar e que tivessem "espírito natalício". O resultado foi uma entrada, um prato principal e uma sobremesa.
Há uma receita que eu gosto particularmente, por tornar um lombo de porco numa refeição diferente e tão saborosa.

Podem ver o video em que explico como se faz, aqui:  http://www.youtube.com/watch?v=9Y39Z46f7gw

Como podem ver é muito fácil de fazer.



Bolo de maçãs da Clarinha

Hoje, a minha Clarinha está doente. Para a mimar, resolvi fazer-lhe uma sobremesa mas, como não podia sair de casa, tive que usar os ingredientes que tinha na dispensa. Por acaso, tinhas umas maçãs, uma das suas frutas favoritas.
O resultado foi um bolo com uma camada crocante, muito saboroso, por causa do Vinho do Porto da cobertura.
Ingredientes:
180g de açúcar + algum para polvilhar
3 ovos
100g de manteiga
125g de iogurte grego natural
175g de farinha com fermento
2 maçãs descascadas de partidas às falhinhas
Vinho do Porto branco q.b.
Açúcar mascavado q.b.

Aquecer o forno a 180º

Começar por bater os ovos com o açucar até ficar um creme claro. Juntar, então a manteiga à temperatura ambiente e o iogurte, continuando a bater. Peneirar a farinha e envolver bem.
Deitar o preparado numa forma untada e, no cimo espalhar a maçã, cobrindo a superfície. Polvilhar com açúcar branco e borrifar com o Vinho do Porto, mas sem encharcar. Terminar com algum açúcar mascavado, polvilhado pela superfície do bolo.
Levar ao forno cerca de 30 minutos ou até estar cozido. Para que ficasse mais tostadinho, no final, liguei o grill do forno cerca de 5 minutos.
Desenformar para um prato e, depois virá-lo para outro prato, para que a maçã fique virada para cima.


Mexidos da minha avó

E aqui está mais uma receita roubada dos cadernos da minha avó. Que pena que eu tenho que ela, com 94 anos, já não cozinhe. Lembro-me tão bem do Natal em nossa casa ( vivi com a minha avó desde os 6 anos ).
Na sala de jantar abria-se a mesa, que levava a minha familia inteira, acendia-se a lareira e a cozinha enchia-se de vapor de cozer o bacalhau. Em cada lugar colocavam-se os presentes e era uma loucura, antes da refeição, ver o que cada familiar nos tinha oferecido. Só os presentes que os meus avós nos davam é que vinham mais tarde quando tocavam à campainha e aparecia o Pai Natal. Que saudades que eu tenho.
Mas, há imensas recordações que eu tenho e que gosto de partilhar aqui, nesta minha espécie de caderno de receitas e de memórias.
Uma das coisas que mais gostava na consoada era a canja, de arroz ou massa, conforme o gosto, servida em tacinhas individuais com a forma de galinha, que agora são minhas.
A seguir vinha o bacalhau cozido, com molho fervido e, no fim, as sobremesas que a minha avó fazia como ninguém. Os sonhos, receita da sua mãe e que ainda hoje eu faço, os bolinhos de bolina, as filhoses e os mexidos, os meus favorito. Deixo-vos aqui a receita que, ainda hoje, faço para a ceia de Natal.

Ingredientes: 

250g açúcar
125g água
4 fatias de pão de forma
Leite para embeber o pão
70g de amêndoa moída
55g de sultanas
5 gemas
Amêndoa torrada laminada q.b.


Partir o pão de forma em pedaços e embeber em leite. Levar o açúcar e a água ao lume até fazer ponto pérola. Escorrer o pão, deitar na calda e voltar a levar ao lume, fervendo 5 minutos. Adiciona-se então a amêndoa  e as sultanas e leva-se ao lume só para levantar fervura. Fora do lume, juntam-se as gemas e volta ao lume para engrossar. Deitar numa taça e polvilhar com canela ou amêndoa laminada torrada.


Molotoff da minha avó

Já comi Pudim Molotoff em muitos sítios e raramente gosto. Porquê? Porque a minha avó fazia o melhor Molotof do Mundo. O meu problema é que fui criada pela melhor cozinheira que já conheci e, por isso, comparado com o que a minha avó fazia, tudo me parece mais fraco.Um dos melhores elogios que já recebi foi dela quando comeu uns pasteis, cuja receita era dela, e me disse: "Estão tão bons como os meus". Mas não imaginam o que ela diz da minha Meia Desfeita, por exemplo...
De vez em quando gosto de ir ao caderno de receitas e experimentar uma ou outra. Já experimentei 2 vezes a receita do Molotoff e nunca ficou tão perfeito como o dela mas, de sabor ficou igual. E é tãoooooooo bom.
Aqui está a minha receita adaptada:

Pudim
7 claras
120g de açúcar + 120g para caramelo
1 colher de chá de fermento
Manteiga q.b.

Aquecer o forno a 180º
Bater as claras até fazerem espuma e juntar os 120g de açúcar até ficar bem duro. Juntar o fermento e levar o restante açúcar ao lume até ficar num caramelo claro. Junta-se imediatamente o caramelo às claras com a batedeira em movimento.
Forra-se muito bem uma forma de furo com manteiga, enche-se com o preparado das claras e leva-se ao forno em banho Maria, num tabuleiro com água a ferver, durante 15 minutos. Desliga-se o forno e deixa-se arrefecer o pudim lá dentro durante 30 minutos ( não abrir o forno durante esse período).

Entretanto, faz-se o creme de ovo:

7 gemas
220g de açúcar
7 colheres de sopa de leite

Batem-se as gemas com o açúcar e junta-se o leite. leva-se a lume brando até engrossar. Cobre-se o pudim, depois de desenformado, com este creme e amêndoa torrada.


Workshops em Lisboa - 21 de Dezembro - Espaço Teka


Já há poucas vagas para os meus workshops, em Lisboa, no espaço Teka, no dia 21 Dezembro. Às 10h30 serão receitas de Bacalhau e à tarde, Doces de Colher, com algumas receitas com um toque de Natal.
Se quiser aproveitar, mande mail para: nomundodeluisa@hotmail.com

Rabanadas

Natal sem rabanadas não é Natal. Não há nada melhor que, em Dezembro comer a primeira rabanada acabada de fazer.
Aprendi a fazer rabanadas com um professor fantástico, o chef Luis Francisco da escola Segredos d'Avó e adaptei a receita ao meu gosto. Acredito que seja igual a tantas outras mas, várias vezes me disseram que as minhas rabanadas são mesmo muito boas.

Compro um cacete de pão de rabanadas e só o uso 2 dias depois. Se o pão estiver fresco, as rabanadas desfazem-se. Cortam-se fatias com a grossura de 2 dedos.
A receita que vou dar é para cerca de 8 rabanadas:

Ferve-se meio litro de leite com 4 colheres de sopa de açucar, um pau de canela e casca de limão. Manter o leite sempre quente.
Preparar um prato fundo com leite quente ( vou adicionando leite conforme necessite, para que esteja sempre quente ), um prato com 2 ovos batidos e uma sertã com óleo bem quente. Ao lado convém ter uma travessa com açúcar e canela.
Colocar as rabanadas pelo leite quente, deixando absorver, um bocadinho, retirar e passar pelo ovo batido. Fritar em óleo e virar ao fim de uns minutos para que fiquem douradas de ambos os lados.
Polvilhar com açúcar e canela em pó. Repetir a operação até ter acabado o pão. Se for necessário, acrescentar mais leite, que deve estar sempre quente.
Podem ser servidas com açúcar e canela ou com a seguinte calda:

Levar ao lume 100g de açúcar com 50g de água, 1 pau de canela e 1 casca de limão. Não mexer! Assim que ferver, retirar do lume

Workshops de Receitas de Natal

Não podia fechar o ano sem fazer um workshop de receitas de Natal.E resolvi juntar-me à Olivia da Alquimia dos Tachos, que é para este workshop ser ainda mais especial. É já no dia 14, na Lionesa, durante o evento Homemade, com o apoio do Armazém 810. Quem estiver interessado, só tem que mandar mail para nomundodeluisa@hotmail.com