Tarte de Leite Condensado

Eu só tenho uma tia. Mas que vale por todas.
É pequenina mas tem um coração enorme e nome de flor. É muito, muito boa pessoa e linda de qualquer maneira.Sempre me tratou como se eu fosse mais que filha e, se há alguém que merece o meu amor, é a minha tia.

Esta receita que trago hoje foi a minha tia que me ensinou a fazer há muitos anos atrás. Ela fazia-a lindamente e hoje, apeteceu-me voltar a sentir este sabor delicioso.
Ingredientes:
1 1/2 pacote de bolacha Maria
10 colheres de sopa de manteiga derretida
1 lata de leite condensado
3 ovos
Sumo de 1 limão

Aquecer o forno a 170º
Triturar as bolachas finamente e adicionar a manteiga derretida, misturando até ficar uma massa compacta.
Forrar uma tarteira de fundo amovível com a massa, calcando bem, com a ajuda de uma colher.
Levar ao forno 5 minutos e retirar para arrefecer.
Bater as gemas com o leite condensado e o sumo de limão, até ficar um creme espesso. Adicionar as claras batidas em castelo.
Cobrir a base da tarte de levar ao forno até alourar e estar bem "preso".
Retirar e deixar arrefecer.
Depois de frio, retirar da tarteira e transferir para um prato de servir, decorando a gosto.



Workshop "Jantar Especial"


Venha aprender a fazer receitas especiais para momentos ainda mais especiais: entradas, pratos principais e sobremesas.
Será no dia 1 e repete-se no 8 de Fevereiro, pelas 10h, no Armazém 810, em Matosinhos.
O custo é de 25,00€ por pessoa e as inscrições devem ser feitas através do e-mail: nomundodeluisa@hotmail.com

Bolo de natas

Era uma vez...
Era assim que cada receita minha devia começar porque gosto de contar histórias. E de ouvir. Adoro pessoas que saibam contar histórias, falar do passado, da vida...
E a história deste bolo começou quando tinha 23 anos e arranjei o meu primeiro emprego a tempo inteiro nas "Hospedeiras de Portugal". Dividia as minhas funções e o minúsculo escritório com uma rapariga, a Paulinha, de quem ainda hoje sou amiga ( e já lá vão mais de 20 anos ). Na altura em que não tínhamos muito que fazer, esta amiga contou-me imensas histórias, que ainda hoje as consigo imaginar. E ensinou-me a fazer um bolo. Talvez o bolo mais fácil do Mundo. E é essa receita, que eu tenho que agradecer à Paulinha, que vos trago hoje.
Senhoras e senhores, a receita que se vai seguir foi feita exclusivamente pelas minhas filhas ( só meti a forma no forno ). 
Ingredientes:

4 ovos
1 chávena de açúcar
1 chávena de farinha com fermento
1 pacote de natas

Aquecer o forno a 170º
Com uma colher de pau, misturar os ovos com o açúcar. Misturar a farinha e finalmente as natas.
Levar ao forno, em forma untada e com o fundo forrado com papel vegetal ( ver a rubrica DICAS deste blog ) cerca de 16/20 minutos. Este bolo deve ficar húmido no meio e não demasiado cozido.
Desenformar para um prato, deixar arrefecer e decorar a gosto. É muito bom. Obrigada, Paulinha.


O que fazer para os bolos não agarrarem no fundo das formas

No outro dia pediram-me um truque para os bolos não agarrarem ao fundo das formas. Aprendi isto com a Mónica Pereira, num dos maravilhosos cursos que fiz com ela. E funciona mesmo bem.
às vezes untava uma forma e polvilhava com farinhas mas detestava sentir a farinha engordurada quando comia o bolo. Desta maneira, evitamos isso.
Passo 1: Colocar a forma em cima de papel vegetal e desenhar um círculo a toda a volta
Passo 2: Recortar o circulo e untar a forma
Passo 3: Colocar o círculo de papel no fundo da forma e despejar a massa. Depois de cozido, vão ver que, soltando os lados com a ajuda de uma faca ( se for necessário ), o fundo sai lindamente. E, depois, é só retirar o papel com cuidado.

Bolachinhas de amêndoa

Estas bolachinhas fazem parte das minhas memórias, como muitas outras receitas que vos trago. Aliás, cada bolo, cada prato que trago aqui, tem uma história, que gosto de partilhar convosco.
Lembro-me de sacos cheios destas bolachas, que se ofereciam a amigos e familiares. Toda a gente as adorava quando a minha avó fazia. Que pena que eu tenho que ela já não cozinhe. Tinha uma mão fabulosa para a cozinha .
Há mais de um ano que não faço esta receita porque é daquelas que se começa a comer e nunca mais se para. Espero que gostem tanto como eu.

Ingredientes:
125g manteiga à temperatura ambiente
125g açúcar
1 ovo + 1 gema para pincelar
250g farinha 
1 colher chá de fermento
Amêndoa sem pele q.b.

Aquece-se o forno a 180º
Bate-se a manteiga com o açúcar e o ovo. Junta-se a farinha misturada com o fermento e continua a amassar-se até a massa estar bem ligada.
Fazem-se bolinhas do tamanho de uma noz e coloca-se meia amêndoa em cima, pressionando ligeiramente. Pincela-se com gema e leva-se ao forno em tabuleiro forrado com papel vegetal até estarem douradinhas.
São uma delicia com o chá ou apenas para comer por gulodice. 

Como arranjar espargos frescos

Ao iniciar esta rubrica pretendo esclarecer algumas dúvidas que muitas pessoas têm e me vão colocando. Como não sou chef nem tenho curso de cozinha, aquilo que explicarei aqui são apenas a forma como eu costumo fazer as coisas e cujos resultados me agradam. Se alguém souber fazer de uma maneira mais correcta, ficava muito agradecida se me explicasse, uma vez que estou sempre a aprender e adoro conhecer diferentes formas de cozinhar. Com a experiência, muitos dos "truques" que uso na cozinha vão evoluindo. À medida que se vai ganhando confiança e experiência, vemos que existem formas mais eficazes de atingir o mesmo objectivo.
Não tenho qualquer pretensão que esta rubrica se torne numa espécie de escola de cozinha. Como já disse, são apenas esclarecimentos de dúvidas, atalhos para se chegar a um objectivo, para que quando se depararem com uma receita, a saibam fazer, sem medo.
A primeira coisa que gostava de ensinar e porque já mo pediram várias vezes, é como arranjar espargos frescos.
Passo 1: Lavá-los

Passo 2: Pegar no espargo e dobrá-lo até que parta, deitando fora a base que se se solta. Esta é a parte do 
espargo que já não está boa para se comer.
Passo 3: Com um descascador de batatas, e com cuidado, retirar a parte de fora, não tocando na ponta de cima. Fazer isso com todos os espargos.

Passo 4: Levar a cozer em água a ferver temperada com sal, cerca de 5 minutos ou até estarem cozidos ( mas não demais). Eu costumo escolher um espargo e, para ter a certeza que está no ponto, retiro-o e corto um pedacinho da base, provando-o. Se estiver fibroso, volto a meter no tacho.
Mal estejam cozidos, retirar com uma escumadeira e deitar numa taça com água fria e cubos de gelo, para travar a cozedura.
Servir com o molho da vossa preferência: manteiga derretida, maionese, holandês, etc...

Pudim francês

Já vos devo ter contado que herdei o gosto de dar festas com a minha avó. Todos os anos, ela fazia várias festas: pelo Carnaval ( com direito a baile de máscaras ),  S. João e, no final de Setembro, pelos anos do meu avô. Era nesta que a minha avó investia mais, fazendo decorações lindíssimas e experimentando receitas novas. 
A casa da minha avó é enorme e chegámos a ter mais de 100 pessoas connosco, para as quais cozinhávamos tudo. No entanto, havia uma amiga da minha avó, a Sra. D. Alda, que levava sempre um pudim francês. Eu adorava aquele pudim. A camada superior era mais durinha e não era tão doce como a maioria dos pudins. No dia a seguir às festas, a primeira coisa que eu comia era sempre uma fatia de pudim francês. Que bom....
Hoje resolvi trazer-vos esta receita, que continuo a fazer e que adoro.
Ingredientes:
11 gemas
1 ovo completo
12 colheres de sopa de açúcar
3 colheres de sopa de Maizena
1/2 litro de leite
1 cálice de Vinho do Porto
Caramelo para forrar a forma

Começar por forrar a forma com caramelo líquido ( se não quiser fazer o caramelo, pode usar o de compra ).
Bater bem, com uma vara de arames, as gemas, o ovo e o açúcar. Diluir a Maizena no leite e acrescentar-lhes o Vinho do Porto. Deitar esta mistura no creme de ovos e mexer bem.
Deitar o preparado na forma de pudim. Fecha-la bem e atar um guardanapo para que não entre água durante a cozedura.
Pôr numa panela de pressão com água até metade da forma e, depois de começar a ferver, deixar cozer 30 minutos. Deixa-se arrefecer na forma e só depois se desenforma.