Costelinhas com molho agridoce

Há receitas que descubro por acaso e que são verdadeiras surpresas. No ano passado ofereceram às minhas filhas um livro, chamado Culinária Saudável e Divertida para Crianças, da DK e, quando o folheei deparei-me com uma data de receitas óptimas e muito fáceis ( obviamente ). Se carregarem na palavra livro, escrita atrás, podem ver mais características.
A minha Clarinha faz uma receita deste livro que é uma delícia, que são uns ovos assados com presunto. Para quem não tem muita experiência ou gosta de receitas fáceis e deliciosas, este livro é um achado.
A receita que vos trago hoje são umas costelinhas com um molho agrdidoce e batatas assada, que adaptei ligeiramente.
Ingredientes para 6 pessoas ( as colheres são de sopa ):
3 tiras de costelinhas de porco da parte mais fina, cortadas individualmente
3 colheres de sopa de mel
2 colheres de sopa de vinagre balsâmico
6 colheres de ketchup
3 colheres de açúcar mascavado escuro
2 colheres de sopa de azeite

Colocar as costelinhas numa taça e cobrir com uma marinada feita com os restantes ingredientes. Tapar e levar ao frigorífico, pelo menos, 3 horas.
Ao fim desse tempo, aquecer o forno a 200º e colocar as costelinhas numa folha de papel de alumínio, fechando.
Levar ao forno 30 minutos. Ao fim desse tempo, abrir o papel de alumínio e deixar cozer mais 40 minutos ou até estarem tostadinhas.

Entretanto, preparam-se as batatas assadas, que acompanham as costelinhas. 

Ingredientes:
10 batatas médias/grandes para assar
1 pacote de natas frescas Longa Vida
Sal q.b.
Cebolinho ou salsa picados

Lavar bem as batatas e pica-las com um garfo. Levar ao forno cerca de 1 hora, a 200º, ou até que estejam cozidas.
Para o molho das batatas, bater as natas até ficarem bem firmes, com sal e polvilhar com a erva escolhida. Abrir as batatas a meio e deitar o molho no meio. Fica uma delícia.



Revueltos de setas

Ontem no supermercado dei de caras com umas caixas cheias de cogumelos com um ar mesmo apetitoso. Ainda por cima, eram todos diferentes e tinham umas pinças para os clientes se servirem, mesmo a dizer: "Levem-me que sou delicioso". 
Sempre adorei cogumelos mas sou um bocadinho renitente em experimentar variedades diferentes das dos tradicionais champignon. O que é uma estupidez, porque gosto de todos.
Lá me decidi por umas setas, aqueles cogumelos espalmados, que os espanhóis tanto usam para fazer uma entrada deliciosa à base de ovos mexidos, os revuletos.
Para que ficassem mesmo bem feito, fui pesquisar no Google e encontrei um vídeo, onde explicava direitinho ( apesar de eu não perceber metade do que o cozinheiro dizia ). E fiz, como dizia, não lavando os cogumelos e sacudindo-os, retirando eventuais pedacinhos de terra.
Mas, lá fiz e ficaram óptimos. E, como todas as receitas que aqui coloco, facílimo de fazer.
Ingredientes:
Setas q.b. ( usei 6 )
2 ovos
Azeite q.b.
2 dentes de alho
Salsa picada q.b.

Laminar o alho e saltear em azeite. Assim que dourar, acrescentar as setas cortadas e deixá-las cozer, mexendo ocasionalmente. Salgar e deitar os ovos, espalhando apenas a clara, para que coza, sem rebentar a gema.
Retirar do lume e mexer bem, rebentando a gema, de forma a que esta não fique crua mas deixe os revuletos húmidos, que é como são bons.
Polvilhar com salsa picada e servir de imediato.


Pudim de leite

Há uns anos atrás, uma das minhas irmãs foi ao Brasil e chegou com uma receita que ela dizia ser deliciosa e facílima. Era um pudim de leite, que ela tinha comido e adorado.
Tomei nota da receita mas nunca a fiz, talvez por nunca ter provado e por pensar que preferia coisas mais elaboradas ( snobismo meu ).
Na semana passada, aquando da minha visita ao Rio de Janeiro, vi algumas vezes esta sobremesa na carta dos restaurantes mas nunca me senti tentada a provar.
Até que, cheguei a S. Paulo e resolvi experimentar no Bar Genial, na Vila Madalena. E, tive uma espécie de epifania porque vi o que tinha andado a perder estes anos todos. É um pudim de sabor muito delicado, macio e delicioso.
Hoje, depois de 10 dias sem cozinhar, passei a tarde na cozinha e uma das coisas que fiz foi esta receita que, de tão fácil, qualquer um pode fazer. Vamos arregaçar as mangas, pôr o avental e aventurar-nos na cozinha Brasileira.
Ingredientes

Para o caramelo: 2 chávenas ( de chá ) de açúcar
3/4 de chávena ( de chá ) de água

Levar os ingredientes ao lume até formar um caramelo louro. Para travar a cozedura e não escurecer demasiado, mal atinja a cor desejada, introduzir o fundo do tacho em água fria, por alguns segundos.
Despejar o caramelo numa forma de buraco e rodar. Virar a forma ao contrário, para que o caramelo escorra. Reservar.

Para o pudim:1 lata de leite condensado
2 medidas ( lata do leite condensado ) de leite meio gordo 
3 ovos

Bater todos os ingredientes e colocar na forma. Levar ao forno, previamente aquecido a 180º, em banho-Maria e programar 30/40 minutos.
Mal ganhe cor, tapar com uma folha de papel de alumínio e deixar cozer até que, quando espetar um palito, este saia seco.
Só desenformar depois de fio. Servir bem fresco.


Ganache de chocolate para cobeturas de bolos


Várias pessoas me têm perguntado como consigo fazer as coberturas de alguns dos meus bolos. Eu uso um ganache de chocolate que, quando arrefece, ganha a consistência certa para se conseguir trabalhar.

Ingredientes
200g de chocolate culinária
200g natas
1 colher de sopa de manteiga à temperatura ambiente

Começar por picar muito bem o chocolate e reservar numa tigela. Aquecer as natas. Assim que estiverem bem quentes, tirar do lume e acrescentar a manteiga, mexendo para derreter. Deitar imediatamente por cima do chocolate. Aguardar cerca de 30 segundos e mexer até estar bem dissolvido.
Guardar em lugar fresco ( não no frigorífico ) e, quando estiver arrefecido, bater com a vara de arames.Se estiver firme, está pronto para ser usado.

Tarte de maçã escangalhada

Comecei a fazer esta tarte há uns anos, quando descobri uma receita num livro de receitas de pastelaria francesa, em casa de uma amiga minha. O nome que lhe davam era Galette e, vim a descobrir mais tarde, que era o nome que se dava, entre outras coisas, a estas tartes cuja massa não cobria na totalidade o seu recheio.
A massa original é difícil de manusear depois de cozida porque tem tendência a partir-se. Ensino aqui um truque, que funciona muito bem.
Esta receita não deve levar maçãs muito farinhentas ou moles como a reineta porque senão a maçã desfaz-se. Eu uso Royal Gala porque acho que têm a consistência ideal.
Para a massa :

300g de farinha 
2 colheres de sopa de açúcar em pó
150g de manteiga
70g de água
1 pitada de sal

Colocar a farinha, o sal e o açúcar numa taça. Juntar a manteiga e amassar. No final juntar a água e amassar novamente. Fazer uma bola com a massa, espalmá-la, envolver em película e levar ao frio enquanto faz o recheio.

Para o recheio:

6 maçãs médias ( cerca de 800/900g )
80 g de açúcar
4 colheres de sopa de manteiga

Descascar as maçãs e cortar em 8. Cobri-las com açúcar, mexer e reservar. Derreter a manteiga numa sertã. Quando estiver quente, deitar a maçã e deixar caramelizar um pouco sem se desfazer. Mexer o mínimo possível. Deixar arrefecer.
Entretanto, aquecer o forno a 200º
Estender a massa, deixando-a um bocadinho espessa. Não precisa de ficar muito direitinha. Untar a base de uma tarteira e colocar a massa por cima. Deitar as maçãs e virar as extremidades da massa, de forma a cobrir apenas cerca de 5cm do recheio. A massa não deve cobrir completamente a base da tarteira, para que se consiga agarrar e soltar.

Levar ao forno cerca de 25mn ou até estar dourada. Quando se tira do forno, mete-se uma espátula fina entre a massa e a base de forma a soltá-la. Transporta-se a tarte para um prato de servir e, com a ajuda da espátula, retirar a base metálica. 
Servir ainda quente, com uma bola de gelado de baunilha, para o prazer ser ainda maior.





Workshops Coimbra

No dia 15 de Março, vou juntar-me à Vera do Hoje para jantar temos e rumo até Coimbra para dar 2 workshops na Quinta do Ribeiro:
10h - Petiscos
15h - Jantar Especial

Quem estiver interessado deve enviar mail para: nomundodeluisa@hotmail.com

Frango com amêndoa e açafrão

Por sugestão de uma seguidora da minha página do Facebook, resolvi publicar aqui algumas receitas do meu livro de receitas favorito, o "Receitas Escolhidas" da melhor cozinheira de todos os tempos, a Maria de Lourdes Modesto.
Este livro foi-me oferecido quando fiz 12 anos e tornou-se numa espécie de "oráculo" para mim, já que sempre que tenho uma dúvida, recorro a ele. Tem receitas óptimas, com ingredientes que encontramos em qualquer lado e que, muitas vezes, nos fazem viajar para a nossa infância.
O primeiro prato que escolhi foi o Frango com amêndoas e açafrão. Segui a receita à risca e garanto que fica uma delícia. No entanto, deixo um alerta: usem açafrão "verdadeiro" e não Açafrão das Índias, já que o sabor é completamente diferente. Normalmente, encontro este tipo de açafrão, que uso também para a Paella, no Froiz ou no El Corte Ingles. 
Ingredientes:

1 frango
2 colheres de sopa de manteiga
2 cebolas
2 dentes de alho
2 gemas de ovo cozido
2dl de vinho branco
50g de amêndoas raladas
salsa
louro
sal
pimenta
1/2 envelope de açafrão
Cortar o frango em pedaços, tirar-lhe a pele e salteá-lo na manteiga até alourar. Retirar e reservar.
Na gordura que ficou no tacho juntar as cebolas bem picadinhas, um ramo de salsa e louro. Deixar refogar e, assim que as cebolas alourarem, junte novamente o frango, regue com o vinho e 2 dl de água. Tapar e deixar refogar em lume brando.
Entretanto, pisar num almofariz as gemas, o alho picado, a amêndoa e o envelope de açafrão ( ou alguns fios ). Junta-se este preparado ao frango , rectifique os temperos e deixe apurar, fervendo um bocado.
Servir com uma salada e arroz branco.