Bolo de banana caramelizado

Quando estive no Brasil, passei por Paraty, uma cidadezinha que parecia saída de um livro antigo, um cenário de um filme passado no sec. XIX. As casas brancas, eram decoradas com frisos e portadas de cores alegres, como o amarelo, vermelho ou turquesa. O pequeno porto, ancora barquinhos amorosos, que condiziam com o espírito do resto do local.



Como em todos os sítios por onde passei no Brasil, em Paraty comia-se muito bem. Conhecida pela cachaça, não me atrevi, nesse dia, a aventurar-me numa caipirinha, que tanto adoro.
Mas, para mim, que sou a maior gulosa que conheço, houve uma coisa em Paraty que eu adorei e que eram una carrinhos que andavam pelas ruas empedradas, carregados de tabuleiros de bolos caseiros, absolutamente tentadores. Desde então, que não me sai da cabeça que que quem me dera que houvesse aqui uma pastelaria que servisse bolos brasileiros à fatia. Vejam se não é tão apetitoso:
Fiquei com pena de não provar um de cada mas, rendi-me a uma fatia de um divino bolo de banana, que me deu cabo do apetite para o jantar.
Assim, quando cheguei a Portugal, pesquisei receitas de bolo de banana e, reunindo as dicas de umas 4 receitas diferentes, criei este aqui. Garanto, que, se o vendedor de Paraty o vendesse, ía ser um sucesso, de tão bom que fica.
Ingredientes:

6 ou 8 bananas maduras, conforme o tamanho
Para o caramelo:
2 chávenas de açúcar ( 400g )
3/4 chávena de água ( 1,5dl )
Manteiga q.b.

Para a massa:
3 ovos
1 1/2 chávena de açúcar ( 300g )
2 bananas
2 chávenas de farinha com fermento ( 300g )
2 colheres de sopa de manteiga à temperatura ambiente
3/4 chávenas de leite

Comecemos por colocar o açúcar e a água numa caçarola até ficar num caramelo dourado. Deitar num forma com cerca de 24cm, de diâmetro e espalhar, com cuidado para não se queimarem. Assim que arrefecer, untar com manteiga e tapar o fundo com meias bananas, cortadas longitudinalmente e com a parte redonda apoiada no fundo.

Aquecer o forno a 180º

Bater as gemas com o açúcar e a manteiga. Juntar 2 bananas ( grandes ) partidas, directamente no creme e deixar bater até ficar um creme suave e sem pedaços. Juntar a farinha e o leite e, por fim, envolver as claras em castelo.
Deitar o preparado na forma e levar ao forno até estar cozido ( espetar um palito até ao fundo, para ter a certeza ).
Esperar 5 minutos antes de desenformar para um prato de serviço. Servir frio ou quente, acompanhado de uma bola de gelado. 

Tarte de limão merengada

Ora aqui está uma receita de uma sobremesa que, além de ser uma delícia, é lindíssima. 
Durante anos, não gostei de sobremesas com limão . Ainda hoje, dispenso gelados e rebuçados de limão, mas, a primeira vez que provei Lemon curd, adorei. É mesmo bom, cremoso, doce e ácido. Mmmmmmm...
Para fazer esta tarte podem optar por fazer a massa quebrada ( faço muitas vezes no robot de cozinha ) ou podem optar por usar uma massa de compra, que serve lindamente e é muito mais rápido.
O que se deve fazer é cozer a base primeiro e só depois rechear. Devem untar a tarteira com cerca de 24cm de diâmetro, colocar a massa, picar o fundo e cortar as beiras da massa, no rebordo da forma, com as costas de uma faca, pressionando para a massa aderir. Depois é só cobrir a massa com papel vegetal ( se usarem a massa já feita, usem o papel em que vem enrolada ) e encham com feijões secos. Levam ao forno a 200º cerca de 15 minutos e depois retiram o papel e os feijões e levam novamente ao forno até dourar. Retirar e deixar arrefecer.

Entretanto, fazer duas doses de Lemon Curd ( clicar nas palavras atrás para terem acesso á receita ) e esperar que arrefeça totalmente.
Assim que ambos estejam frios, coloca-se a base cozida num prato de servir, enche-se com o Lemon Curd e faz-se o Merengue:

3  claras
150g de açúcar

Batem-se as claras até estarem com bastante espuma e adiciona-se o açúcar, colher a colher. Deixa-se bater muito bem ( cerca de 10 minutos ) até estar um creme brilhante e muito duro.
Enche-se um saco de pasteleiro de bico frisado com o merengue e decora-se toda a superfície da tarte. Tendo, queima-se com um maçarico de cozinha, que é um utensílio que eu adoro e uso imenso. Na falta deste, leva-se ao forno a 160º até dourar.




Se quiserem, podem colocar bolacha picada no fundo de copinhos e encher com Lemon Curd e merengue. Ficam lindos e é uma ideia óptima para um buffet de sobremesas de uma festa.


Natas do Céu

Não sei se esta é a receita original das Natas do céu ou, mesmo,  se ela existe. Pesquisei pela net e juntei 2 ou 3 receitas e o resultado é este que aqui trago.
Para ser franca, acho que nunca tinha comido já que, quando aparece nas ementas dos restaurantes, dou sempre primazia à baba de camelo ou à mousse de chocolate.
Mas, uma cliente encomendou-me e lá tive eu que lançar mãos à obra. E, digo-vos que ainda bem que nunca tinha provado porque, caso contrário, já estaria ainda mais gorda. É que a sobremesa é mesmo boa.
Em relação ao doce de ovos, optei por fazer o doce de ovos aldrabado por ser mais rápido.
Ingredientes para o creme de natas:
2 pacotes de natas bem frias ( de preferência as Longa Vida )
5 claras
8 colheres de sopa de açúcar

1e 1/2 de bolacha Maria

Ingredientes para o creme de ovo:
5 gemas
5 colheres de sopa de açúcar
5 colheres de sopa de água

Começar por triturar a bolacha Maria. Reservar.
Bater as claras em castelo. Assim que estiverem bem batidas, acrescentar o açúcar, colher a colher e deixar bater até ficar um merengue bem duro e brilhante.
Bater as natas e depois de duras, incorporar nas claras.
Numa taça, colocar uma camada de bolacha Maria e depois um de natas. Repetir. Cobrir com o doce de ovos, bem frio.

Para fazer o creme de ovos, misturar todos os ingredientes num tacho e levar a lume brando, mexendo sempre com uma vara de arames até engrossar. Deixar arrefecer completamente antes de cobrir a sobremesa.



Bolo base delicioso

Hoje vou dar aqui a receita do bolo base de muitos dos bolos decorados que faço. A massa é simples mas suficientemente compacta para aguentar com 2 ou 3 camadas e recheios. Também pode ser servido simples ou com qualquer cobertura que gostem ( ganache, merengue, creme de queijo ou de manteiga, etc...).
Esta é daquelas receitas que se deve ter sempre no nosso caderno para fazermos mil vezes durante a nossa vida. Espero que gostem porque eu adoro.
Ingredientes:

200g de açúcar
100g de manteiga
4 ovos
1/2 chávena ( de chá) de leite
200g de farinha com fermento

Aquecer o forno a 180º
Bater o açúcar com a manteiga até ficar um creme esbranquiçado. Adicionar as gemas, depois o leite e a farinha peneirada, envolvendo esta com cuidado.
Adicionar as claras batidas em castelo envolvendo bem.
Deitar em forma untada e levar ao forno até estar cozido.

Deixo-vos aqui 3 ideias: no 1º fiz duas doses e cozi em formas separadas, tal como no 3º bolo, em que fiz 3doses, cozidas em formas diferentes. No bolo do meio, dupliquei a receita e cozi numa forma maior.

Costelinhas com molho agridoce

Há receitas que descubro por acaso e que são verdadeiras surpresas. No ano passado ofereceram às minhas filhas um livro, chamado Culinária Saudável e Divertida para Crianças, da DK e, quando o folheei deparei-me com uma data de receitas óptimas e muito fáceis ( obviamente ). Se carregarem na palavra livro, escrita atrás, podem ver mais características.
A minha Clarinha faz uma receita deste livro que é uma delícia, que são uns ovos assados com presunto. Para quem não tem muita experiência ou gosta de receitas fáceis e deliciosas, este livro é um achado.
A receita que vos trago hoje são umas costelinhas com um molho agrdidoce e batatas assada, que adaptei ligeiramente.
Ingredientes para 6 pessoas ( as colheres são de sopa ):
3 tiras de costelinhas de porco da parte mais fina, cortadas individualmente
3 colheres de sopa de mel
2 colheres de sopa de vinagre balsâmico
6 colheres de ketchup
3 colheres de açúcar mascavado escuro
2 colheres de sopa de azeite

Colocar as costelinhas numa taça e cobrir com uma marinada feita com os restantes ingredientes. Tapar e levar ao frigorífico, pelo menos, 3 horas.
Ao fim desse tempo, aquecer o forno a 200º e colocar as costelinhas numa folha de papel de alumínio, fechando.
Levar ao forno 30 minutos. Ao fim desse tempo, abrir o papel de alumínio e deixar cozer mais 40 minutos ou até estarem tostadinhas.

Entretanto, preparam-se as batatas assadas, que acompanham as costelinhas. 

Ingredientes:
10 batatas médias/grandes para assar
1 pacote de natas frescas Longa Vida
Sal q.b.
Cebolinho ou salsa picados

Lavar bem as batatas e pica-las com um garfo. Levar ao forno cerca de 1 hora, a 200º, ou até que estejam cozidas.
Para o molho das batatas, bater as natas até ficarem bem firmes, com sal e polvilhar com a erva escolhida. Abrir as batatas a meio e deitar o molho no meio. Fica uma delícia.



Revueltos de setas

Ontem no supermercado dei de caras com umas caixas cheias de cogumelos com um ar mesmo apetitoso. Ainda por cima, eram todos diferentes e tinham umas pinças para os clientes se servirem, mesmo a dizer: "Levem-me que sou delicioso". 
Sempre adorei cogumelos mas sou um bocadinho renitente em experimentar variedades diferentes das dos tradicionais champignon. O que é uma estupidez, porque gosto de todos.
Lá me decidi por umas setas, aqueles cogumelos espalmados, que os espanhóis tanto usam para fazer uma entrada deliciosa à base de ovos mexidos, os revuletos.
Para que ficassem mesmo bem feito, fui pesquisar no Google e encontrei um vídeo, onde explicava direitinho ( apesar de eu não perceber metade do que o cozinheiro dizia ). E fiz, como dizia, não lavando os cogumelos e sacudindo-os, retirando eventuais pedacinhos de terra.
Mas, lá fiz e ficaram óptimos. E, como todas as receitas que aqui coloco, facílimo de fazer.
Ingredientes:
Setas q.b. ( usei 6 )
2 ovos
Azeite q.b.
2 dentes de alho
Salsa picada q.b.

Laminar o alho e saltear em azeite. Assim que dourar, acrescentar as setas cortadas e deixá-las cozer, mexendo ocasionalmente. Salgar e deitar os ovos, espalhando apenas a clara, para que coza, sem rebentar a gema.
Retirar do lume e mexer bem, rebentando a gema, de forma a que esta não fique crua mas deixe os revuletos húmidos, que é como são bons.
Polvilhar com salsa picada e servir de imediato.


Pudim de leite

Há uns anos atrás, uma das minhas irmãs foi ao Brasil e chegou com uma receita que ela dizia ser deliciosa e facílima. Era um pudim de leite, que ela tinha comido e adorado.
Tomei nota da receita mas nunca a fiz, talvez por nunca ter provado e por pensar que preferia coisas mais elaboradas ( snobismo meu ).
Na semana passada, aquando da minha visita ao Rio de Janeiro, vi algumas vezes esta sobremesa na carta dos restaurantes mas nunca me senti tentada a provar.
Até que, cheguei a S. Paulo e resolvi experimentar no Bar Genial, na Vila Madalena. E, tive uma espécie de epifania porque vi o que tinha andado a perder estes anos todos. É um pudim de sabor muito delicado, macio e delicioso.
Hoje, depois de 10 dias sem cozinhar, passei a tarde na cozinha e uma das coisas que fiz foi esta receita que, de tão fácil, qualquer um pode fazer. Vamos arregaçar as mangas, pôr o avental e aventurar-nos na cozinha Brasileira.
Ingredientes

Para o caramelo: 2 chávenas ( de chá ) de açúcar
3/4 de chávena ( de chá ) de água

Levar os ingredientes ao lume até formar um caramelo louro. Para travar a cozedura e não escurecer demasiado, mal atinja a cor desejada, introduzir o fundo do tacho em água fria, por alguns segundos.
Despejar o caramelo numa forma de buraco e rodar. Virar a forma ao contrário, para que o caramelo escorra. Reservar.

Para o pudim:1 lata de leite condensado
2 medidas ( lata do leite condensado ) de leite meio gordo 
3 ovos

Bater todos os ingredientes e colocar na forma. Levar ao forno, previamente aquecido a 180º, em banho-Maria e programar 30/40 minutos.
Mal ganhe cor, tapar com uma folha de papel de alumínio e deixar cozer até que, quando espetar um palito, este saia seco.
Só desenformar depois de fio. Servir bem fresco.


Ganache de chocolate para cobeturas de bolos


Várias pessoas me têm perguntado como consigo fazer as coberturas de alguns dos meus bolos. Eu uso um ganache de chocolate que, quando arrefece, ganha a consistência certa para se conseguir trabalhar.

Ingredientes
200g de chocolate culinária
200g natas
1 colher de sopa de manteiga à temperatura ambiente

Começar por picar muito bem o chocolate e reservar numa tigela. Aquecer as natas. Assim que estiverem bem quentes, tirar do lume e acrescentar a manteiga, mexendo para derreter. Deitar imediatamente por cima do chocolate. Aguardar cerca de 30 segundos e mexer até estar bem dissolvido.
Guardar em lugar fresco ( não no frigorífico ) e, quando estiver arrefecido, bater com a vara de arames.Se estiver firme, está pronto para ser usado.

Tarte de maçã escangalhada

Comecei a fazer esta tarte há uns anos, quando descobri uma receita num livro de receitas de pastelaria francesa, em casa de uma amiga minha. O nome que lhe davam era Galette e, vim a descobrir mais tarde, que era o nome que se dava, entre outras coisas, a estas tartes cuja massa não cobria na totalidade o seu recheio.
A massa original é difícil de manusear depois de cozida porque tem tendência a partir-se. Ensino aqui um truque, que funciona muito bem.
Esta receita não deve levar maçãs muito farinhentas ou moles como a reineta porque senão a maçã desfaz-se. Eu uso Royal Gala porque acho que têm a consistência ideal.
Para a massa :

300g de farinha 
2 colheres de sopa de açúcar em pó
150g de manteiga
70g de água
1 pitada de sal

Colocar a farinha, o sal e o açúcar numa taça. Juntar a manteiga e amassar. No final juntar a água e amassar novamente. Fazer uma bola com a massa, espalmá-la, envolver em película e levar ao frio enquanto faz o recheio.

Para o recheio:

6 maçãs médias ( cerca de 800/900g )
80 g de açúcar
4 colheres de sopa de manteiga

Descascar as maçãs e cortar em 8. Cobri-las com açúcar, mexer e reservar. Derreter a manteiga numa sertã. Quando estiver quente, deitar a maçã e deixar caramelizar um pouco sem se desfazer. Mexer o mínimo possível. Deixar arrefecer.
Entretanto, aquecer o forno a 200º
Estender a massa, deixando-a um bocadinho espessa. Não precisa de ficar muito direitinha. Untar a base de uma tarteira e colocar a massa por cima. Deitar as maçãs e virar as extremidades da massa, de forma a cobrir apenas cerca de 5cm do recheio. A massa não deve cobrir completamente a base da tarteira, para que se consiga agarrar e soltar.

Levar ao forno cerca de 25mn ou até estar dourada. Quando se tira do forno, mete-se uma espátula fina entre a massa e a base de forma a soltá-la. Transporta-se a tarte para um prato de servir e, com a ajuda da espátula, retirar a base metálica. 
Servir ainda quente, com uma bola de gelado de baunilha, para o prazer ser ainda maior.





Workshops Coimbra

No dia 15 de Março, vou juntar-me à Vera do Hoje para jantar temos e rumo até Coimbra para dar 2 workshops na Quinta do Ribeiro:
10h - Petiscos
15h - Jantar Especial

Quem estiver interessado deve enviar mail para: nomundodeluisa@hotmail.com

Frango com amêndoa e açafrão

Por sugestão de uma seguidora da minha página do Facebook, resolvi publicar aqui algumas receitas do meu livro de receitas favorito, o "Receitas Escolhidas" da melhor cozinheira de todos os tempos, a Maria de Lourdes Modesto.
Este livro foi-me oferecido quando fiz 12 anos e tornou-se numa espécie de "oráculo" para mim, já que sempre que tenho uma dúvida, recorro a ele. Tem receitas óptimas, com ingredientes que encontramos em qualquer lado e que, muitas vezes, nos fazem viajar para a nossa infância.
O primeiro prato que escolhi foi o Frango com amêndoas e açafrão. Segui a receita à risca e garanto que fica uma delícia. No entanto, deixo um alerta: usem açafrão "verdadeiro" e não Açafrão das Índias, já que o sabor é completamente diferente. Normalmente, encontro este tipo de açafrão, que uso também para a Paella, no Froiz ou no El Corte Ingles. 
Ingredientes:

1 frango
2 colheres de sopa de manteiga
2 cebolas
2 dentes de alho
2 gemas de ovo cozido
2dl de vinho branco
50g de amêndoas raladas
salsa
louro
sal
pimenta
1/2 envelope de açafrão
Cortar o frango em pedaços, tirar-lhe a pele e salteá-lo na manteiga até alourar. Retirar e reservar.
Na gordura que ficou no tacho juntar as cebolas bem picadinhas, um ramo de salsa e louro. Deixar refogar e, assim que as cebolas alourarem, junte novamente o frango, regue com o vinho e 2 dl de água. Tapar e deixar refogar em lume brando.
Entretanto, pisar num almofariz as gemas, o alho picado, a amêndoa e o envelope de açafrão ( ou alguns fios ). Junta-se este preparado ao frango , rectifique os temperos e deixe apurar, fervendo um bocado.
Servir com uma salada e arroz branco.

Bolo de Caramelos

Este é um bolo para os muito gulosos, como eu. Aproveitei uma receita do Pantagruel e dei-lhe o meu toque, tornando-o num bolo difícil de cortar mas que compensa cada pedaço que se coma. A massa é muito fofa e saborosa e o caramelo de cima é muito bom.
Para a massa:

60g de açúcar para o caramelo + 50g para a massa
100g de manteiga
1 1/2 dl de leite
2 ovos
130g de farinha com fermento

Liga-se o forno a 160º.
Molha-se um tacho e deitam-se os 60g de açúcar. Leva-se ao lume até o açúcar alourar e junta-se o leite e a manteiga, voltando a levar ao lume até o caramelo estar completamente derretido. Reserva-se.
Batem-se as gemas com o açúcar até ficar um creme fofo, junta-se o preparado anterior e a farinha peneirada. Batem-se as claras em castelo e incorporam-se na massa. Deita-se em forma untada e com o fundo forrado com papel vegetal ( ver dicas ) e leva-se ao forno até estar completamente cozido.
Retira-se do forno quando o palito sair seco e põe-se a arrefecer numa grade. Quando estiver frio, coloca-se no prato de servir e cobre-se com o cobertura

Para a cobertura:

180g de açúcar
1 colher de sopa de manteiga
140g de frutos secos ( neste bolo usei avelãs e amêndoa laminada )

Leva-se o açúcar ao lume até alourar. Retira-se logo do lume, acrescenta-se a manteiga e os frutos secos, e deita-se imediatamente este caramelo por cima do bolo.

Favo de Caramelo

Aqui está mais uma receita do velhinho livro "O meu livro de pastelaria" da Vaqueiro. Estou a adorar esta experiência de fazer vários bolos e publicá-los aqui, para quem não tem esta preciosidade.
Este bolo, na minha opinião, não é tão bom como o de ananás por ser um bocadinho mais seco. Mas nada que uma calda fria deitada em cima do bolo enquanto ainda está na forma, depois de sair do forno não resolva. É só deixar a calda ser absorvida e, de certeza que vai ficar mais húmido. Mas, é a minha opinião, que prefiro bolos mais húmidos.

Ingredientes para a massa ( fiz 2 doses porque usei uma forma com 31cm ):

150g açúcar
150g manteiga à temperatura ambiente
150g farinha com fermento
3 ovos
125g nozes
1 cálice de vinho do Porto

Para a decoração:
Meias nozes
250g de açúcar em caramelo

Aquecer o forno a 170º
Picar as nozes grosseiramente. Reservar.
Bater o açúcar e a manteiga até ficar um creme claro. Juntar os ovos, um a um, batendo bem entre cada adição.
Juntar a farinha, o vinho do Porto e as nozes. 
Deitar numa forma bem untada e com o fundo coberto com papel vegetal ( untado de novo ). Levar ao forno até estar cozido ( quando espetar um palito, este deve sair seco ).
Desenformar e decorar a superfície com as meias nozes envolvidas em caramelo. Regar o bolo com o caramelo que sobrar.




Bolo antigo de ananás

Devia ter uns 9 ou 10 anos quando fui a uma festa a casa da Margarida, uma amiga minha da escola. Lá, vi, pela primeira vez, um bolo coberto de rodelas de ananás, com um aspecto maravilhoso. Comi uma fatia desse bolo e, ao fim de mais de 30 anos ainda me lembro de como adorei.
Cheguei a casa e falei desse bolo. Sendo de uma família de cozinheiras e doceiras exímias, esperava que me fizessem um igual. Mas, ignoraram o meu pedido e passei anos a sonhar com esse bolo, dourado e húmido, continuando a comer Croque en bouche, Folhados de framboesa e Florestas Negras que não me saciavam a minha gula infantil. Era apenas uma bolo de ananás! Custava muito terem feito um bolo de ananás?
Obviamente que estou a brincar e não fiquei, de forma alguma traumatizada com a situação. Mas que queria um bolo desses, queria.
Mas, já estava casada quando a minha avó me ofereceu um livro velho. Tão velho que se estava a desfazer e tive que colar a lombada com fita cola. Mas, imaginem o meu espanto quando ao abrir "O meu livro de Pastelaria " da Vaqueiro, encontrei a minha receita. 
E é essa mesma receita, roubadinha do livro que vos trago aqui hoje. Só substituo a Vaqueiro por manteiga porque nunca experimentei cozinhar com margarinas.

Para a massa:

200g de açúcar
200g de manteiga amolecida ( coloquei 30 segundos no microondas, sem deixar derreter )
300g de farinha com fermento
4 ovos
1dl de leite
1 lata grande de ananás em calda

Para o caramelo:

250g de açúcar
Gotas de sumo de limão

Aquecer o forno a 170º
Começar por escorrer o ananás.
Numa sertã colocar o açúcar e as gotas de sumo de limão até alourarem. Com este caramelo forra-se completamente uma forma de buraco. Usar um pano de cozinha para manusear a forma e não se queimar.
Deixar o caramelo arrefecer e untar a forma com manteiga. De seguida, cobrir o fundo e os laterais com o ananás.
Entretanto bater a manteiga e o açúcar até ficar um creme claro. Juntar os ovos, um a um e, no fim, o leite a farinha peneirada, alternados.
Deitar a massa na forma e levar ao forno cerca de 40 minutos ou até estar cozido ( espetando um palito, este deve sair seco ).
Desenformar para um parto de servir e deixar arrefecer.


 PS: As receitas deste livro são excelentes e ainda é possível encontrá-lo à venda na internet.

Tortilha de cebola e chouriço

Nunca tinha feito uma tortilha, mas hoje resolvi aventurar-me pelas cozinhas de nuestros hermanos e acho que não ma saí muito mal. Pensei que era mais difícil mas ficou bem à primeira.
Ingredientes:
4 ovos
1/4 chouriço de carne
1 batata média
1/2 cebola pequena cortada às rodelas
Azeite. q.b.
Sal q.b.
Salsa picada - 1 colher de sopa

Começar por descascar a batata, cortar às rodelas grossas e cozer em água com sal. Cortar o chouriço aos cubinhos. Reservar.
Bater os ovos com sal e salsa.
Numa sertã pequena e antiaderente aquecer o azeite e deitar a cebola, refogando em lume médio. Quando a cebola estiver macia, deitar os ovos e deixar cozinhar um bocadinho. Cobrir com a batata e o chouriço. Eu fui levantando um bocadinho a parte cozida para que o ovo cru escorresse e fosse cozendo dos lados. Quando vi que estava a ficar cozido, fiz deslizar a tortilha para um prato. Sobrepus a sertã e virei ao contrário, para que cozinhasse a parte crua. Levei novamente ao lume cerca de 3 minutos e servi.

Tarte de Leite Condensado

Eu só tenho uma tia. Mas que vale por todas.
É pequenina mas tem um coração enorme e nome de flor. É muito, muito boa pessoa e linda de qualquer maneira.Sempre me tratou como se eu fosse mais que filha e, se há alguém que merece o meu amor, é a minha tia.

Esta receita que trago hoje foi a minha tia que me ensinou a fazer há muitos anos atrás. Ela fazia-a lindamente e hoje, apeteceu-me voltar a sentir este sabor delicioso.
Ingredientes:
1 1/2 pacote de bolacha Maria
10 colheres de sopa de manteiga derretida
1 lata de leite condensado
3 ovos
Sumo de 1 limão

Aquecer o forno a 170º
Triturar as bolachas finamente e adicionar a manteiga derretida, misturando até ficar uma massa compacta.
Forrar uma tarteira de fundo amovível com a massa, calcando bem, com a ajuda de uma colher.
Levar ao forno 5 minutos e retirar para arrefecer.
Bater as gemas com o leite condensado e o sumo de limão, até ficar um creme espesso. Adicionar as claras batidas em castelo.
Cobrir a base da tarte de levar ao forno até alourar e estar bem "preso".
Retirar e deixar arrefecer.
Depois de frio, retirar da tarteira e transferir para um prato de servir, decorando a gosto.



Workshop "Jantar Especial"


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