Focaccia

A minha sogra continua a manter tradições perfeitamente adoráveis. Como mora em Itália, costuma enviar-nos cartas com recortes de jornais locais com artigos do nosso interesse, por exemplo. Considero isto um verdadeiro acto de amor pois mostra que pensa em nós, nos nossos gostos e interesses, e tem trabalho a recortar, a colocar num envelope e a leva-lo aos correios. Estes pequenos gestos, para mim, significam muito mais do que grandes presentes. São provas de amizade, de amor, coisa tão rara nos dias que correm.
Na semana passada, e continuando fiel a outro hábito seu, enviou-nos uma caixa com os presentes de Natal. Vinha cheia de chocolates, queijos e salame. E, no meio, vinha uma revista e um livro fabuloso, o I grandi piatti della cucina italiana.

Arroz de pota

Há uns tempos atrás descobri o "parente " do polvo, a pota. Além de ser muito mais barato, tem um aspecto, sabor e consistência muito próximos do do polvo.
A primeira vez que comi arroz de pota, estava convencida que era feito com o seu congénere e só quando me disseram de que era feito, é que fiquei convencida.
Esta receita pode perfeitamente ser feita com polvo mas vai pesar mais nas vossas carteiras.
Compro sempre tentáculos congelados, que são óptimos.


Sopa Dourada

Ingredientes:

750g de açúcar
3,5dl de água
300g de pão-de-ló cortado em fatias com 1,5cm de espessura
12 gemas
pérolas prateadas para decorar.

Colocar o açúcar e a água no lume até fazer ponto de cabelo. Retirar do lume e passar as fatias de pão-de-ló pela calda, colocando-as sobrepostas numa taça.
Coar a calda, acrescentar mais 0,5dl de água e levar ao lume até fazer ponto de pérola. Deitar nas gemas batidas e levar novamente ao lume até engrossar. Deitar o creme de ovos em cima das fatias de pão-de-ló e decorar com as pérolas prateadas.

Amigo Blogger Secreto

Há uns tempos atrás, resolvi aceitar o desafio do blog Da Nossa Cozinha que se chama "Amigo Blogger Secreto". A ideia era que a cada pessoa que se inscrevesse, lhe fosse atribuído um blog e, no dia 17 de Dezembro, teria que colocar on line, uma receita dedicada a esse amigo secreto.

Arroz de tamboril com gambas

Aqui está uma receita que, para mim, não tem nenhuma história por detrás. Não me recorda a infância, porque só comi tamboril quando já era crescidota. Não me lembra nenhum momento especial, nem ninguém que a adorasse comer.
Nada. Não me faz recordar nada. A sério. Só sei que gosto.


E resolvi pôr aqui a minha honestidade a nu. Podia ter inventado uma história bonitinha, para enfeitar o blog. Mas, não. É apenas uma receita de um prato delicioso. Espero que gostem.
E que perdoem a minha falta de imaginação, neste momento.


Arroz doce

Se há coisa que eu gosto de fazer é ler. Adoro pegar num livro e perder-me numa boa história, viver as vidas das personagens, apaixonar-me por elas.
Leio quase todo o tipo de livros e leio muito. O que eu gosto é de uma boa história.
E, para mim, uma das melhores escritoras de sempre foi a Rosa de Lobato Faria. Esta senhora escrevia com elegância, com paixão. Gostei de todos os livros dela.
Tive o privilégio de a conhecer um dia, numa feira do livro. Com vergonha, abordei-a e fui recebida como se fossemos amigas. Estivemos a falar dos seus livros, que eu tinha lido todos.
Senti a sua partida, como se de uma amiga se tratasse.
Nos seus livros, havia descrições maravilhosas, quase como o Eça. Mas, com um discurso mais feminino.
Foi num dos seus livros,o "Romance de Cordélia", que aprendi a fazer arroz doce, dando-lhe o meu toque pessoal.


Croquetes de vitela e alheira

Há comidas que nos aquecem a alma e os croquetes são uma delas. Quase toda a gente gosta de os petiscar numa festa ou, no dia-a-dia, acompanhados de um bom arroz de ervilhas.
Lembro-me que a minha avó aproveitava as sobras de carne assada ou do cozido para fazer picado. Usava, para esse efeito, uma picadora manual engraçadíssima.
Esta receita de hoje, é uma variação dos croquetes clássicos, a que acrescentei o sabor da alheira, que tanto gosto.