Mostrar mensagens com a etiqueta Arroz. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Arroz. Mostrar todas as mensagens

Arroz de pota

Há uns tempos atrás descobri o "parente " do polvo, a pota. Além de ser muito mais barato, tem um aspecto, sabor e consistência muito próximos do do polvo.
A primeira vez que comi arroz de pota, estava convencida que era feito com o seu congénere e só quando me disseram de que era feito, é que fiquei convencida.
Esta receita pode perfeitamente ser feita com polvo mas vai pesar mais nas vossas carteiras.
Compro sempre tentáculos congelados, que são óptimos.


Arroz de tamboril com gambas

Aqui está uma receita que, para mim, não tem nenhuma história por detrás. Não me recorda a infância, porque só comi tamboril quando já era crescidota. Não me lembra nenhum momento especial, nem ninguém que a adorasse comer.
Nada. Não me faz recordar nada. A sério. Só sei que gosto.


E resolvi pôr aqui a minha honestidade a nu. Podia ter inventado uma história bonitinha, para enfeitar o blog. Mas, não. É apenas uma receita de um prato delicioso. Espero que gostem.
E que perdoem a minha falta de imaginação, neste momento.


Arroz doce

Se há coisa que eu gosto de fazer é ler. Adoro pegar num livro e perder-me numa boa história, viver as vidas das personagens, apaixonar-me por elas.
Leio quase todo o tipo de livros e leio muito. O que eu gosto é de uma boa história.
E, para mim, uma das melhores escritoras de sempre foi a Rosa de Lobato Faria. Esta senhora escrevia com elegância, com paixão. Gostei de todos os livros dela.
Tive o privilégio de a conhecer um dia, numa feira do livro. Com vergonha, abordei-a e fui recebida como se fossemos amigas. Estivemos a falar dos seus livros, que eu tinha lido todos.
Senti a sua partida, como se de uma amiga se tratasse.
Nos seus livros, havia descrições maravilhosas, quase como o Eça. Mas, com um discurso mais feminino.
Foi num dos seus livros,o "Romance de Cordélia", que aprendi a fazer arroz doce, dando-lhe o meu toque pessoal.


Risotto de cogumelos porcini

Ainda me lembro da primeira vez que comi risotto. Foi feito pelo meu marido, então meu namorado, que me tentou conquistar pelo estômago. 
O cheiro dos porcini, na altura, pareceu-me estranho. Parecia que cheirava a gás. Até ter provado a primeira garfada. Nunca na vida tinha provado nada parecido. E quando percebi que o cheiro a gás provinha de azeite de trufas, que se usa neste risotto, ainda fiquei a gostar mais desta deliciosa iguaria.

Aprendi a fazê-lo da mesma forma que o meu marido o faz. Não sei medidas porque faço "a olho". O truque é ter bastante caldo, para que nunca falte.
A primeira coisa a fazer é o caldo. Pode ser feita da forma tradicional, fazendo cozer durante 1 hora, em bastante água, um pedaço de vitela, com uma cenoura, uma cebola, sal e um talo de aipo. Ao fim deste tempo, coa-se através de um pano e obtém-se o caldo.
Quando se tem muita pressa ( a maior parte das vezes), dissolvem-se 3 caldos de carne e 1 de legumes, numa panela de água a ferver.
O arroz a usar deve ser arborio, um tipo de arroz de grão maior, que absorve mais liquido. 
Enquanto se faz o caldo, que se deve manter sempre quente, para não interromper a cozedura do arroz, hidratam-se os cogumelos com água morna. Quando estes estiverem tenros, coa-se a água com um pano, que se acrescenta ao caldo.

Começa-se por fazer um refogado com azeite e cebola. Quando a cebola estiver aloirada, acrescenta-se o arroz ( 80g por pessoa ) e mexe-se, deixando absorver a gordura. Junta-se meio copo de vinho branco e deixa-se evaporar o álcool. Quando o arroz tiver absorvido o líquido, acrescentam-se 2 ou 3 conchas de caldo e vai-se mexendo, deixando absorver o caldo. Repetir esta operação até o arroz estar cozido.

A meio da cozedura, acrescentam-se os cogumelos. No fim, e antes de servir, deita-se uma colher de sopa de azeite de trufas, se tiver, e bastante queijo parmesão fresco, ralado na hora. 
É uma refeição deliciosa.