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Croquetes de vitela e alheira

Há comidas que nos aquecem a alma e os croquetes são uma delas. Quase toda a gente gosta de os petiscar numa festa ou, no dia-a-dia, acompanhados de um bom arroz de ervilhas.
Lembro-me que a minha avó aproveitava as sobras de carne assada ou do cozido para fazer picado. Usava, para esse efeito, uma picadora manual engraçadíssima.
Esta receita de hoje, é uma variação dos croquetes clássicos, a que acrescentei o sabor da alheira, que tanto gosto.


Bochechas de porco em vinho tinto

De alguns anos a esta parte, começou a falar-se de receitas com bochechas de porco (e de vitela), uma parte do animal que eu desconhecia que fosse comestível. Comi, pela primeira vez em casa de uma amiga e achei delicioso.
No Domingo foi o prato que escolhi para a a minha festa de anos e comprovei que é uma carne tenríssima e saborosa.


Frango assado com crosta de citrinos

Esta semana vi uma receita com muito bom aspecto, numa revista italiana. Resolvi fazê-la, adaptando-a ao meu paladar, já que queria um sabor mais suave do que aquele que era sugerido.
Tinha ainda um saco de tângeras e resolvi fazer a crosta à base deste fruto delicioso. E, finalmente, usei as cenouras pretas que tinha trazido de Itália e que se revelaram melhores, em sabor, do que as cor-de-laranja )

Ingredientes:
1 frango
3 tangeras
1 limão
1 pedaço de gengibre fresco
1 cebola pequena
3 dentes de alho
sal grosso q.b.
Legumes à escolha ( eu usei cenouras, cenouras pretas, alho francês, cebolas cortadas em gomos )
1 fio de azeite

Aquecer o forno a 180º
Num robot de cozinha, triturar as cascas das tangeras e do limão cortadas com descascador de batatas, a cebola, o sal, os alhos e o pedaço de gengibre descascado. Inserir uma das tangeras sem casca no frango, barrá-lo com as pasta de citrinos e atar-lhe as patas com fio de cozinha.
Colocar o frango numa assadeira, dispor à volta os legumes escolhidos lavados e cortados em pedaços grandes e deitar-lhes algum sal refinado. Deitar um fio de azeite e o sumo das restantes tangeras no frango e nos legumes.
Tapar o tabuleiro com papel de alumínio e levá-lo ao forno durante 45 minutos. Ao fim desse tempo, retirar o papel, deitar algum  molho que se libertou por cima do frango e deitar assar cerca de 20/30 minutos mais, para acabar de cozer e a crosta ganhar uma cor tostadinha. Servi acompanhado de puré de batata doce e ficou óptimo.

Lombo de porco com castanhas e molho cremoso

Há uns tempos atrás fui convidada pelos queijos Saloio para ir à Academia do Queijo apresentar 3 receitas para o Natal. Além de ter ficado muito orgulhosa pelo convite, tive a oportunidade de pesquisar e criar receitas que fossem deliciosas, fáceis de elaborar e que tivessem "espírito natalício". O resultado foi uma entrada, um prato principal e uma sobremesa.
Há uma receita que eu gosto particularmente, por tornar um lombo de porco numa refeição diferente e tão saborosa.

Podem ver o video em que explico como se faz, aqui:  http://www.youtube.com/watch?v=9Y39Z46f7gw

Como podem ver é muito fácil de fazer.



Cabrito assado à maneira da minha avó

Hoje é dia de S. João. Desde miúda que adoro este dia.Para mim, era sinal de festa de calor, de poder ficar acordada até tarde.
Em casa da minha avó festejava-se este dia com toda a família. Jantávamos no jardim, num dos mil recantos daquela casa fantástica, junto à estátua do Santo António, que rivalizava as atenções do dia com o padroeiro da Invicta.

Numa mesa de pedra servia-se o famoso cabrito da minha avó que, para mim, não há igual. Nunca nenhum me soube tão bem como os cabritos assados pela minha avó. Ela já me passou a receita, que tento aqui transmitir. Há mil maneiras de cozinhar o cabrito, cada pessoa gosta dele mais seco, com molho, estufado, em chanfana. Eu gosto de cabrito feito pela minha avó. Tenho pena que ela já não cozinhe. Mas, pelo menos, ainda me ensina.

Em nossa casa, os cabritos nunca tinham mais de 4Kg e ficavam, de um dia para o outro, em água com limão partido a meio, dentes de alho e sal.

No dia, escorria o cabrito e secava-o muito bem com um pano, para que o tempero conseguisse "agarrar" à carne.

E o tempero como era feito? Apenas com uma mistura de banha, sal refinado ( pouco) e colorau. Nada mais. Apenas banha, sal e colorau.

Depois barrava-se muito bem o cabrito com este preparado e levava ao forno, previamente aquecido a 200º, cerca de 2 a 2 1/2 horas. De vez em quando, virava-o. Mas nada mais do que isto.

E o cabrito ficava mesmo como eu gosto: tostadinho e crocante. Uma delicia, que se acompanhava com arroz de forno de açafrão

E aqui fica uma receita para festejar o S. João.